domingo, 17 de outubro de 2010

Entrevista com Juninho Afram (COMPLETA)




Oficina G3: “A guerra acontece entre o povo de Deus”

Em entrevista ao site Guia-me, o guitarrista Juninho Afram falou sobre a nova fase vivida pelo Oficina G3, a entrada de Mauro Henrique no vocal, a repercursão da banda no meio secular e afirma que “Deus é aquele que pode reconstruir depois das guerras”.

Novas experiências. É assim que os integrantes do Oficina G3 têm definido a fase que o grupo vive desde a produção, passando pela finalização e agora, na fase de lançamentos oficiais do novo trabalho da banda pelo Brasil’. Intitulado ”Depois da Guerra”, o álbum traz novidades aos que acompanham a banda há tempos e vislumbra possibilidades de ganhar novos admiradores.

Em entrevista exclusiva ao Guia-me, o guitarrista da banda, Juninho Afram falou sobre a nova fase vivida pela banda. A entrada de Mauro Henrique no vocal, conhecer novos amigos, a repercursão da banda no meio secular e fatores que merecem a preocupação dos cristãos de modo geral foram alguns dos temas abordados pelo músico. Confira abaixo, a entrevista feita com o integrante do conhecido grupo de rock cristão.

Vocês já têm 20 anos de trabalho e, por que só depois de tanto tempo escolheram gravar um DVD ”elétrico”?

Na verdade não foi uma escolha [passar tanto tempo sem gravar], infelizmente foram circustâncias. Se dependesse do Oficina G3, nós teríamos gravado todos os trabalhos: ”O Tempo”, ”Humanos”, ”Além do que os Olhos Podem Ver”, ”Elektracustika” e agora, o ”Depois da Guerra”. Infelizmente, aconteceram alguns imprevistos no meio do caminho, mas se Deus quiser, está tudo certo para a gente concretizar a gravação do DVD do ”Depois da Guerra”, incluindo também outras músicas que fizeram parte da nossa história, mas o foco realmente é o ”Depois da Guerra”.

O que o público pode esperar desse DVD?

Vai ser um lance bem legal. A gente está preparando várias coisas, tem muitos planos em andamento. Tudo para que esse DVD seja muito mais que apenas uma gravação, mas seja realmente uma interação com o público. A gente está buscando fazer um esquema bem interessante para que realmente seja um evento inesquecível.

Os produtores desse novo CD são de grande nome no mercado, mas não são cristãos. Vocês têm buscado ser influência positiva entre eles?

Com certeza. Acho que mais que ficar falando no ouvido das pessoas, que às vezes eu acho que isso é um erro que o cristão comete – o cristão às vezes quer enfiar o evangelho ”goela abaixo” nas pessoas – mais que isso, acho que o principal lance foi a convivência com a gente. O cristão tem que contagiar mais do que com as palavras. Tem que contagiar com a convivência, com a vida, com o testemunho diário de vida. Podemos dizer que tivemos momentos muito bons com o Heros e o Pompeu [produtores], inclusive em oração, em momentos com Deus. E a gente sabe que eles são escolhidos de Deus, que eles são pessoas especiais, não só para o meio musical e para o Oficina G3, mas principalmente para Deus. Acima de todas as coisas, a gente sabe que o tempo pertence a Deus, mas também sabe que eles não entraram na nossa vida por acaso. Tudo o que aconteceu dentro desse trabalho do Oficina G3, nós cremos que realmente foi vontade de Deus. Para nós foi uma alegria imensa, porque mais que produtores, nós ganhamos amigos.

Como tem sido a adaptação do Mauro Henrique à banda?

Tem sido muito boa. Ele já está totalmente integrado. Rolou um feed-back muito natural, foi muito legal mesmo. Foi uma pessoa que realmente veio para somar. Um cara que foi um elemento que trouxe algo de bom realmente para o Oficina G3. Então, o que eu posso dizer é que a gente está muito feliz mesmo com esse presente que Deus deu para a gente.

Apesar da recente chegada do Mauro Henrique à banda, a gravação do novo CD mostra uma sincronia muito grande entre as vozes nas músicas. Houve um preparo para que isso acontecesse ou foi algo descoberto aos poucos?

Na verdade, preparo para isso não existe. O que houve, foram arranjos, para que se desse um aproveitamento de todo o vocal. Nisso tem bastante da mão do Mauro. Ele deu várias idéias muito interessantes e a gente fez com que se aproveitasse mais essa questão da abertura de vozes dentro desse trabalho.

No ”Depois da Guerra”, percebeu-se um aumento significativo do peso do Rock’n Roll e isso coincidiu com a chegada de um novo vocalista. O Mauro Henrique também influenciou nesse aumento do ”peso”?

O Mauro somou, com certeza. Mas isso já era algo que realmente já estava no nosso coração. Por isso eu digo que ficamos muito felizes e toda essa história foi muito de Deus. O Mauro não entrou no Oficina, destoando do caminho que já estávamos indo. Pelo contrário: ele olhava para a mesma direção e somou muito. teve uma somatória muito grande e realmente agregou muito ao trabalho. Realmente é um novo tempo do Oficina. Pode-se dizer que Deus está dando esse novo tempo para a gente.

Recentemente, Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura) elogiou o Oficina G3 pela qualidade do som do Oficina G3. Como vocês reagem a este tipo de repercussão?

Todo tipo de repercussão é sempre bem vista. É lógico que a gente tem desde as positivas às negativas. Agora, eu fiquei feliz com o Andreas, que fez um comentário. Ele é um músico respeitado e um comentário vindo dele é sempre bem-vindo. Para nós realmente foi muito bem-vinda essa crítica que ele fez ao nosso trabalho.

Os gostos em relação a estilos de música entre os integrantes do Oficina G3 são variados. Como isso é administrado para que haja um equilíbrio musical na banda?

Na verdade, em estilo, todo mundo é diferente um do outro, mas no geral todos nós aqui temos a mesma visão musical. Óbvio que existem diferenças, até na questão de gosto musical, mas, no geral, na raiz e o tipo de Rock’n Roll, todo mundo é meio padrão, por isso que não existe uma divergência, não existe uma grande dificuldade para se fazer as coisas. É certo que A gente pensa bem diferente em relação a várias coisas, mas essa maneira diferente de cada um pensar em letras e arranjos faz com que a somatória fique interessante. Sempre sai alguma inusitada, alguma coisa nova. Então, essa mistura é bem interessante.

O novo trabalho ilustra um ambiente de guerras e traz, no próprio som, um certo pesar que elas trazem à humanidade. A escolha desse tema traz alguma intenção especial da parte de vocês quanto a isso?

Esse trabalho poderia até ser chamado de temático. Ele fala sobre os vários tipos de guerras: externas e internas – que acontecem dentro da nossa mente e do nosso coração. Mas, inicialmente isso não foi proposital, ele não foi escrito dessa maneira, com o propósito de ser um trabalho temático. No entanto, no desenrolar, na produção esse trabalho, isso foi tomando forma. Então, pode-se dizer que o grande foco realmente é esse. A gente pode ter guerras, mas em resumo é o seguinte: Deus é aquele que pode reconstruir depois das guerras. Não importa qual seja a guerra que a gente esteja vivendo, qual a situação que nós estejamos vivendo, Deus pode reconstruir. Mas esse trabalho também retrata – e é um ponto muito forte, que a gente bate muito nisso – a guerra que acontece entre o povo de Deus. Nós somos o exército mais dividido da Terra. O exército que mata os seus feridos. Então realmente, isso precisa mudar, isso precisa ser alertado, falado para quem quiser ouvir.

Fonte: Guia-me-via Folha Gospel via inforgospel

Comentário do Pensamentos:

Bem, na verdade o que me chamou mais atenção foi o título, e o fato consumado de que os conflitos acontecem entre nós... os maiores...

Fica a sensação de que, aos poucos o pessoal deve começar a compreender... espero por isso, com poucas mas "esperançosas" esperanças...

Um abraço,

Juninho Afram




José Afram Júnior, mais conhecido como Juninho Afram (São Paulo, 9 de outubro de 1970), é um músico brasileiro, e é o guitarrista, vocal de apoio, e um dos criadores da banda cristã de metal progressivo Oficina G3. Juninho também faz parte do Tagima Dream Team, um grupo que reúne alguns dos melhores músicos do Brasil. Já foi numerosas vezes considerado um dos melhores guitarristas do país, sendo comparado a grandes guitarristas como Frank Solari, Kiko Loureiro e Edu Ardanuy[1]. Juninho é o único integrante da formação original do Oficina G3 que continua na banda.

Biografia

Nascido em São Paulo, desde adolescente Juninho Afram envolveu-se com música, estudando próximo à sua casa em um conservatório de violão clássico aos treze anos. Porém, uns poucos anos depois, deu preferência à guitarra elétrica, por influência de bandas como Pink Floyd e do rock dos anos 70 e 80. O início do aprendizado na guitarra elétrica foi um período de dificuldades para ele, tanto pelo alto preço dos instrumentos e acessórios, quanto pela escassez de material didático[2].

Aos quatorze anos ganhou sua primeira guitarra, e começou a tocar com amigos da vizinhança. Aos quinze anos começou a tocar na Igreja Cristo Salva, com uma banda chamada Estação Céu, sendo essa uma época onde pôde desenvolver suas habilidades músicais. Naquela mesma igreja conhece Walter Lopes e Wagner García, e, posteriormente, com eles forma a banda Oficina G3. Logo também ingressaram na banda Luciano Manga e Túlio Régis, assumindo apenas esporadicamente os vocais em algumas músicas (como Perfeita União e Espelhos Mágicos).

Durante os anos vários membros saíram da banda e vários outros entraram; dentre os que entraram estão Duca Tambasco (em 1994), Jean Carllos (em 1995) e Mauro Henrique (em 2008), os quais são os membros que compõem a formação atual do Oficina G3. Após a saída de PG, vocalista da banda entre 1998 e 2003, o grupo decidiu entre si colocar Juninho Afram nos vocais. Passados cinco anos de sucessos e duas indicações ao Grammy Latino Grammy Latino[3], Juninho deixa o posto de vocalista principal da banda no final de 2008, quando o grupo recebeu um novo integrante para exercer tal função, o até então professor de música e produtor musical Mauro Henrique.

Estudou canto lírico, na Universidade Livre de Música, por dois anos e meio, e também guitarra, com Mozart Mello e Kiko Loureiro, no IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia). Hoje Juninho é um dos endorsers da conceituada marca de guitarras Tagima, sendo o único guitarrista a ter dois modelos exclusivos de sua assinatura, a JA e a Arrow. Também pela Tagima foi lançada uma linha de violões elétricos com sua assinatura. É endorser das cordas NIG há vários anos (possui uma linha de cordas com seu nome). Tem também como patrocinadores Maverick amplificadores e Landscape pedaleiras Pedalboard. E a grande marca de equipamentos da BOSS convidou o guitarrista para ser garoto propaganda de uma linha afinadores cromáticos.

Ele é membro da Igreja Cristã da Família e casado com Viviane Afram, e é pai de dois filhos, Pedro e Raphael.

Quem disse que o diabo é o pai do ROCK ?




Quem foi que disse que o diabo é o pai do rock? A única coisa de que ele é pai, é da mentira ( Jo 8:44). Por acaso, foi ele quem criou os instrumentos musicais? É bíblico: "tudo quanto tem fôlego, louve ao Senhor". Sendo assim, a Oficina G3 não podia deixar de atender ao chamado de Deus. Por isso, não deu atenção às palavras de maldição, muito menos se importou com a resistência dos mais ortodoxos, que custaram a aceitar o som da turma por puro preconceito.

O grupo é formado por músicos capacitados e com talento reconhecido não só pelo segmento gospel. Walter Lopes, por exemplo, foi o primeiro baterista gospel a ser endorsement das baterias Pearl e depois assinou contrato com a Tama - que no Brasil patrocina apenas mais dois músicos (um deles, Baroni, do grupo Paralamas do Sucesso). Duca Tambasco é endorsement dos amplificadores Crate e das cordas Solez. Juninho Afram é endorsement dos amplificadores Crate, das cordas NIG e é colunista da revista Cover Guitarra. Duca e Juninho são professores de música, assim como PG.

A G3 segue a cartilha do autêntico rock'n'roll, com guitarra eletrizante, baixo pulsante, teclado vigoroso, bateria alucinante e um vocal firme e versátil. Exagero? Paradoxo? Nada disso. Com a maturidade de quem viveu e vive constantes experiências com Deus, cada componente do grupo procura dosar suas atuações, de forma que a glória e honra sejam dadas ao Rei das Nações. Eles apenas utilizam o dom que receberam para ministrar a Palavra com qualidade e poesia, também. Por isso, a vaidade não tem lugar entre eles. "Nosso lema é Jesus, Vida e rock'n'roll", divulga Walter.

Com o rock mais tradicional ou pesado (para alguns...), a Oficina mostra grande desenvoltura também com as baladas. Prova disso é o enorme sucesso de venda do CD Acústico Ao Vivo (1999). O trabalho trouxe os grandes hits da banda em versões mais light - com instrumental mais moderado -, o que viabilizou a apresentação da banda em igrejas e não apenas em shows ou eventos. A primeira canção lançada pela MK foi também uma balada, "Perfeito Amor" (CD Amo Você 6), e ajudou a fortalecer a imagem do grupo por todo o país. "Nossa principal raiz é o rock, mas sem deixar de lado as baladas. Já nossas influências são variadas. Além do rock, também gostamos de blues, jazz e por aí vai ", conta Juninho.

- Biografia e Descografia -



A banda que esta em turnê de lançamento do novo CD “Depois da guerra”, já tem uma longa historia de lutas e glórias. Com o estilo definido no rock a banda já passou por vários subgêneros do estilo, variando do Hard Rock ao metal progressivo. Com 4 discos de ouro, um de platina, diversas turnês pela América do Sul, Estados Unidos e Europa... Resultando uma caminhada de 21 anos pela estrada.

Foi em São Paulo no ano de 1987, na Igreja Cristo Salva, ministério também conhecido como "Igreja do tio Cássio" que começava a grande trajetória de um grupo de músicos roqueiros e adoradores de Cristo. Nesta época ainda eram apenas chamados de grupo três "G3" devido o numero do grupo de louvor pelo qual faziam parte na igreja que freqüentavam.

A banda que já passou por diversas formações já teve ao todo 15 integrantes. Inicialmente contava apenas com 3: Juninho Afram Guitarrista, Valter Lopes Baterista e Maradona Baixista. Logo integraram a banda dois vocalistas : Luciano Manga e Túlio Régis. Nessa época já tinham deixado de chamar apenas G3 “Grupo Três” e tinham passado a se chamar Oficina G3 nome que significa segundo os integrantes, “O poder que Deus tem de consertar e restaurar o que está quebrado.” Nesse período a banda estava na fase do seu primeiro trabalho, ainda na época do vinil, que foi o disco "Oficina G3 Ao vivo" no ano de 1990. Seguido do primeiro álbum de Estúdio, esse já em formato de cd, gravado em 1993, chamado "Nada é tão Velho Nada é tão Novo"

Devido o rock e o visual adotado pelos integrantes com tatuagens, brincos, piercings e cabelos compridos, o grupo no começo da carreira passou por discriminações do meio secular e até mesmo de igrejas que viam seu trabalho e comportamento como satânico.

Pouco tempo depois acontece na banda diversas modificações. Motivados a seguirem seus próprios trabalhos musical e pastoral. Saiam os integrantes (Maradona), (Túlio Régis), e também (Marcio Woody carvalho) que fez participações no teclado nos dois primeiros trabalhos. Daí entraram 2 novos integrantes: (Duca Tambasco), que já havia feito participações no segundo álbum tocando baixo e (Jean Carlos no teclado), que já havia feito show de abertura do Oficina G3 com sua banda anterior. Com “Duca e Jean” na parada a banda prosseguiu fazendo shows e logo partiu para mais uma gravação. A terceira, denominada de “Indiferença” em 1996, considerada a de grande difusão da banda, contando com “Magia Alguma” “Espelhos Mágicos” Gloria” e tantas outras musicas que fizeram grande sucesso e diferença através do CD “indiferença”

Outra modificação que aconteceu e uma das mais notórias, foi á saída do vocalista Luciano Manga pelos mesmos motivos dos demais. Entrando em seu lugar Pedro Geraldo “PG”, este que fez parte da banda nos momentos de maior sucesso, participando de gravações como: “Acústico” 1998, “Acústico ao vivo” 1999 seguido do DVD. Já em 2000 a 2002 são gravados o CD e DVD “O tempo” fase em que a banda mostrava um trabalho pop-rock, período de maior sucesso, obtendo o grande aumento da popularidade, fazendo com que tivesse maior aceitação por parte do publico gospel e secular. Após esta gravação o baterista Walter Lopes decidiu sair da banda para também ter seu próprio ministério. Onde foi chamado para ficar em seu lugar o baterista contratado Luis Fernando “Lufe”.

Em 2003 gravam o CD “Humanos” um dos mais pesados com tendências do pop-rock e New Metal, contendo musicas marcantes e nunca esquecidas pelos fãs como : “Onde Esta?” “Te escolhi” “Apostasia” e “Até quando” mas conhecida como humanos.
Com tantas modificações era possível acreditar que outras poderiam acontecer ao longo da trajetória. E seria exatamente o que aconteceria após uma curta diferença de data. Porém desta vez uma mudança que fez com que os fãs pudessem perceber um abalo na banda. Foi quando “PG” resolveu sair e seguir seu caminho.

Albuns de Oficina G3

* 1993 - Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho
* 1996 - Indiferença
* 1998 - Acústico

* 2000 - O Tempo
* 2002 - Humanos
* 2005 - Além do que os Olhos Podem Ver
* 2007 - Elektracustika
* 2008 - Depois da Guerra

# 2010 - D.D.G. Experience